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Escola brasileira é escolhida como uma das mais inovadoras do mundo – Site Microsoft

Oct 17, 2010   //   by admin   //   Imprensa  //  No Comments

Ensino democrático e currículo que reflete a essência dos Parâmetros Curriculares Brasileiros (PCNs), construído pelo aluno baseado em seus interesses, nas suas competências e habilidades. Foi devido a este conjunto de características que a Escola Lumiar localizada em São Paulo e com uma unidade na escola municipal Lajeado, em Santo Antonio do Pinhal (SP), foi validada por especialistas em educação da Microsoft como uma das 12 mais inovadoras do mundo.

O anúncio foi feito em 31 de janeiro de 2007 por Bill Gates, fundador da Microsoft, durante o Fórum Europeu de Líderes e Governos, realizado em Edimburgo, na Escócia. O evento lançou o Programa Escolas Inovadoras, que tem como objetivo criar modelos de aprendizado para a educação básica, ensino fundamental e médio.

A idéia principal do projeto é criar uma nova escola para o século XXI, que compartilhe do das propostas sociais da Microsoft: prover capital humano, propriedade intelectual experiência tecnológica e conhecimento para que as pessoas exercitem a cidadania, trabalhem e entendam a economia global.

“A educação é a chave para o desenvolvimento econômico e para a competitividade dos países”, afirmou Bill Gates. “É a chave para o fomento das condições econômicas e sociais necessárias para os empresários terem sucesso, para os trabalhadores prosperarem na economia do conhecimento e para todos realizarem seu potencial pleno. A Microsoft está empenhada em ajudar a fortalecer a educação trabalhando em parceria com educadores e alunos de todo o mundo”, completou.

Apoio ao desenvolvimento

A Microsoft vai patrocinar o programa fornecendo tecnologia, programa de formação para educadores e equipe administrativa, planejamento, visando o uso da tecnologia como forma de apoio a uma pedagogia inovadora

As escolas escolhidas vão trabalhar em conjunto com a Microsoft e a Universidade de Stanford (Califórnia, EUA) nos próximos dois anos para desenvolver e incorporar soluções tecnológicas que permitam melhorar a desempenho de estudantes no processo de ensino-aprendizagem. Os demais 11 países com escolas que irão participar deste trabalho são Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha, Finlândia, Suécia, Catar, Canadá, México, Chile e Hong Kong.

No Brasil, a escola Lumiar, mantida pela Fundação Semco, se destacou por oferecer um sistema de gestão curricular chamado de Mosaico, que estimula o aprendizado por meio das escolhas e interesses pessoais dos estudantes. (leia mais na matéria Escola Lumiar: inovação e autonomia)

“A escola Lumiar é o protótipo que pode se tornar o modelo de escola inovadora, gerando pesquisa e exemplo de educação de melhor qualidade, envolvendo estudantes e a comunidade na qual está inserida”, afirma Ana Teresa Ralston, gerente de programas educacionais da Microsoft Brasil.

Fonte: Site Microsoft

Escola Lumiar: inovação e autonomia – Site Microsoft

Oct 17, 2010   //   by admin   //   Imprensa  //  No Comments

“Quero poder fazer aviõezinhos de papel para brincar aqui na escola”. Este foi o pedido de um garotinho de 5 anos durante a “roda”, uma espécie de assembléia que acontece duas vezes por semana na Escola Lumiar, em São Paulo (SP), e que conta com todos os outros colegas, tutores e a direção.

Pesados os prós e contras, ficou decidido que deveria ser escolhido um dia para a atividade, desde que os papéis usados fossem de rascunho e que ao término da brincadeira, fossem jogados no lixo. Esta e muitas “regras” são estipuladas em conjunto, com respeito e em construída harmonia.

Baseada na filosofia de “escola democrática”, as crianças e jovens da Lumiar têm a possibilidade de discutir e negociar a respeito do que envolve o ambiente escolar e a construção de sua aprendizagem. Podem, por exemplo, escolher se preferem participar de um determinado projeto ou se acham melhor jogar Banco Imobiliário na biblioteca ou navegar na internet. Tudo na base da conversa e negociação, sem broncas, advertências nem suspensões.

Diferente? Você ainda não viu nada. No casarão dos anos 30 onde a escola de São Paulo está sediada, não existem professores formais e muito menos salas de aula. No dia-a-dia, os alunos são acompanhados por educadores, que lá recebem o nome de “tutores” e auxiliam grupos de no máximo 20 alunos. Os estudantes, que têm entre 2 e 15 anos, aprendem também com “mestres”, ou seja, profissionais de diversas áreas do conhecimento, como médicos, psicólogos, arquitetos, físicos, chefs de cozinha, biólogos, entre outros, que vão até a escola e conversam com os alunos. O papo pode ser no pátio ou na casinha da árvore, se o tempo assim permitir.
Cacau

“O currículo dos estudantes segue o sistema Mosaico, em que o aluno escolhe o projeto que deseja participar”, afirma a diretora Maria Cláudia Leme Lopes da Silva, mais conhecida como “Cacau”. “Acreditamos que os alunos se desenvolvem melhor, com mais autonomia, se tiverem liberdade para decidir o que querem fazer, de acordo com seu interesse. Queremos formar cidadãos críticos, felizes e integrados socialmente”, completa ela, que assumiu o cargo em 2006.

De qualquer forma, aos pais preocupados com o currículo escolar tradicional, a diretora explica que os alunos têm acesso a todos os conteúdos. “O sistema Mosaico dialoga com os parâmetros curriculares nacionais (PCNs)”, argumenta. Apesar da ausência de provas, os alunos são avaliados continuamente pelos tutores e mestres, que vão detectando os interesses dos alunos e sugerindo novas pesquisas e projetos.

Não há tampouco motivos para os responsáveis temerem pelo desempenho dos filhos no vestibular. De acordo com o educador Fernando Almeida, presidente do Instituto Lumiar, professor do programa de pós-graduação em Educação: Currículo, da PUC-SP e ex-secretário municipal da Educação de São Paulo, a escola proporciona aos estudantes uma formação completa, tanto em termos de conteúdo quanto pessoais. “Mais importante do que saber tudo sobre química, é conseguir se concentrar, ter a habilidade de relacionar a química com a realidade e entender o que está sendo pedido”, analisa.

Convivência com todas as classes
Escola Lumiar

Mantida pela Fundação Semco, a escola foi fundada em 2002 e possui entre seus principios fazer com que haja um equilíbrio entre as diferentes classes sociais. Ou seja: entre os 61 alunos da escola, há desde alunos que pagam 100% da mensalidade até os que pagam 25%. Alguns alunos têm a oportunidade de pagar o valor simbólico de R$ 3 para poder freqüentar a escola. Trata-se de uma escola privada com “vocação” pública.

Segundo Cacau, este é um dos conceitos mais preciosos da Lumiar. “Os alunos são estimulados a conhecer diferentes realidades sociais. Esta convivência permite uma quebra de preconceitos e uma consciência maior sobre o mundo. Todos só têm a ganhar com isso”.

Outro importante pilar da metodologia da escola diz respeito à aprendizagem a qualquer momento, em qualquer espaço. Além da liberdade para a escolha de onde prefere aprender, foram criados “nichos” – mesas com computadores – em toda a escola, para que possam fazer pesquisas na Internet na hora que precisarem.

Opiniões levadas a sério

Um dos alunos mais antigos, Norberto*, de 13 anos, estuda na escola há três. Veio de uma escola tradicional, mas não sente nenhuma falta dos horários rigidamente estabelecidos nem da obrigatoriedade do uniforme (que na Lumiar, como todo o restante, é decidido de acordo com a vontade de cada um). Gosta da liberdade para escolher o que acha importante aprender. “Não fazemos nada por obrigação”, proclama. Também vê com bons olhos o fato de fazer parte das decisões da escola. “Aqui nossa opinião é ouvida de verdade”, conta.

Aline*, um ano mais nova que Norberto, estuda na Lumiar há um ano, e nem pensa em mudar. “Adorei a oportunidade de aprender culinária e também participo de um projeto de jogos em Inglês. Sinto que estou aprendendo mais a cada dia e já consigo entender várias falas quando vejo um filme falado nesse idioma, por exemplo”, comemora.

Aos 8 anos, Jorge* adorou aprender a fazer “geleca”. O objetivo deste trabalho é permitir ao aluno investigar a origem, a composição e as propriedades dos materiais. Nesse projeto, os alunos têm a oportunidade de aprender, mesmo que não percebam, diversos conceitos de Química. ”É fácil, é só misturar cola, duas gotas de corante e bastante água. Daí é só ficar mexendo”, disse o pequeno Jorge* que pretende ser “biólogo marinho e terrestre, porque gosto de todos os bichos”.

(* os nomes foram trocados para preservar a privacidade dos alunos)

Escola Inovadora

Agora que a Lumiar é uma das 12 escolas escolhidas entre 101 países que farão parte do programa Microsoft Worldwide Innovative Schools, a escola vê com otimismo o apoio da Microsoft às suas ações.

Na prática, a proposta é construir um “banco de projetos” para que professores de outras localidades tenham acesso e possam utilizar, acrescentando novas idéias e adaptando de acordo com sua realidade, em um processo colaborativo.

“A proposta da Microsoft é usar a tecnologia para aperfeiçoar a metodologia pedagógica Mosaico e potencializar sua aplicação para a comunidade e para a escola”, finaliza Fernando Almeida.

Fonte: Site Microsoft

Como construir o estudante do século 21 – Revista Claudia

Oct 17, 2010   //   by admin   //   Imprensa  //  No Comments

Trecho:

Quem sabe escolher tem a força

Numa quarta-feira de fevereiro, uma polêmica mobilizou alunos, professores e funcionários da Escola Lumiar, no centro de São Paulo: os alunos podem ou não chupar balas durante as aulas? A questão foi levada à Roda – uma assembléia semanal que trata de assuntos relevantes para a comunidade escolar. Todos puderam opinar e o assunto foi votado (41 contra a bala; cinco a favor). “Formas diferentes de organizar a vida na escola podem nos levar a formas diferentes – e melhores – de organizar a vida em sociedade no futuro”, acredita o educador Eduardo Chaves, presidente do Instituto Lumiar, mantenedor da instituição, idealizada pelo empresário Ricardo Semler. Experiências democráticas no ambiente escolar ainda são raras, mas começam a ganhar espaço. “Quando escolhe o que é melhor para a escola, o aluno enfrenta um problema real do cotidiano e busca soluções”, afirma Simone André, coordenadora da área de juventude do Instituto Ayrton Senna. “Saber escolher é uma macrocompetência fundamental para o jovem do século 21. Ele já se experimenta como cidadão e como futuro profissional dentro da escola.”

Fonte: Revista Claudia (Materia na Integra)

Escola Inovadoras – Lumiar/Site Conteúdos Educacionais

Oct 15, 2010   //   by admin   //   Imprensa  //  No Comments

Escola Inovadora – Microsoft/Lumiar

Oct 15, 2010   //   by admin   //   Imprensa  //  No Comments

Sobre a Escola Lumiar do Lageado

Fonte: TV Vanguarda, de São José dos Campos